(47) 99701-9119 Sondagem SPT em PR, SC e RS
Resposta direta: A ABNT NBR 6122:2019 (Projeto e execução de fundações, com a Emenda 1:2022) exige, para qualquer edificação, investigação geotécnica preliminar com no mínimo sondagens a percussão com SPT pela NBR 6484:2020. A quantidade de furos sai da NBR 8036:1983; rotativa, CPTu e laboratório entram quando o projeto precisa.

O pedido costuma chegar como "sondagem conforme a NBR 6122". Esta página trata só da parte da norma que toca a investigação do terreno: o cálculo da fundação fica com o projetista, e aqui está o que ele precisa receber do campo.

A edição em vigor é a ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, com a Emenda 1 publicada em 2022. Por isso ela aparece citada ora como 6122:2019, ora como 6122:2022. É a mesma norma.

O que a NBR 6122 exige de investigação geotécnica

O mínimo é sondagem a percussão com SPT, em qualquer edificação. A NBR 6122:2019 pede uma campanha de investigação geotécnica preliminar que determine a estratigrafia, classifique os solos, localize o nível d'água e meça o índice de resistência à penetração (NSPT). O método de execução é o da ABNT NBR 6484:2020. Não há porte de obra abaixo do qual a norma dispense a sondagem: casa térrea, galpão e prédio entram na mesma regra.

A norma separa duas etapas. A preliminar é o SPT, feito antes de se escolher o tipo de fundação. A complementar vem depois, quando o projeto precisa de algo que o SPT não mede. Antes do campo, vale levantar também o entorno: fundações de construções vizinhas, aterros, cortes e variação do nível d'água.

Como cada etapa se apoia em uma norma diferente, vale ter o quadro completo:

EtapaNormaO que defineQuem decide
Exigência de investigarABNT NBR 6122:2019 (Emenda 1:2022)Investigação preliminar mínima com SPT; investigação complementar quando o projeto pedeProjetista de fundações
Execução de cada furoABNT NBR 6484:2020Equipamento, N a cada metro, amostragem, nível d'água, critérios de paralisação, boletimEmpresa de sondagem
Número e locação dos furosABNT NBR 8036:1983Mínimo de furos pela área de projeção e profundidade a investigarProjetista, partindo do mínimo da norma
Rocha e impenetrávelDNER-PRO 102/97 (DNIT)Sondagem rotativa: testemunho, recuperação e RQDProjetista, com a empresa de sondagem
Prova de carga estáticaABNT NBR 16903:2020 (profunda) e NBR 6489:2019 (direta)Procedimento do ensaio e apresentação dos resultadosProjetista; a NBR 6122 diz quando é exigida

Quantos furos: a NBR 6122 remete à NBR 8036

A NBR 6122 não traz tabela própria de número de furos. Quem fixa o mínimo é a ABNT NBR 8036:1983, pela área de projeção da edificação em planta: 2 furos até 200 m², 3 entre 200 e 400 m² e, daí em diante, 1 furo a cada 200 m² até 1.200 m². A tabela completa, a regra de locação e a profundidade estão no artigo quantos furos de sondagem SPT a obra precisa (NBR 8036), e a calculadora de furos faz a conta para a sua obra.

O mínimo da NBR 8036 é piso, não meta. A própria NBR 6122 premia quem investiga mais, como mostra a seção sobre segurança mais abaixo: mais perfis de ensaio reduzem a incerteza que o projetista precisa cobrir.

Quando o SPT não basta: investigação complementar

A NBR 6122 admite e, conforme o caso, exige ensaios além do SPT. Os casos que mais aparecem no Sul:

  • Impenetrável antes da cota de interesse ou fundação em rocha. O SPT para no impenetrável e não diz se ali há matacão ou rocha contínua. A resposta é a sondagem rotativa, em geral executada como sondagem mista (SPT no solo e rotativa na rocha, no mesmo furo), com recuperação e RQD pela DNER-PRO 102/97.
  • Argila mole. Com N entre 0 e 2, o SPT pouco diferencia uma camada da outra. O ensaio de cone com medida de poropressão (CPTu) dá um perfil contínuo, e o ensaio de palheta mede a resistência não drenada. A norma admite os dois como investigação complementar; o projetista escolhe pelo problema (atrito negativo, recalque, estabilidade de aterro). O que cada um mede está em ensaio CPTu e ensaio de palheta.
  • Recalque como critério de projeto. Estimar recalque de argila compressível pede amostra indeformada e ensaios de laboratório (caracterização e adensamento). A amostra de SPT é deformada e serve para descrever o solo, não para esse cálculo.

O papel do projetista de fundação

A NBR 6122 é uma norma de projeto: quem responde por ela é o engenheiro que projeta a fundação. Na prática, é ele quem programa a investigação (partindo do mínimo da NBR 8036), interpreta os boletins, escolhe o tipo de fundação, adota o método de segurança, especifica as provas de carga e acompanha a execução. A empresa de sondagem executa os furos pela NBR 6484:2020 e entrega o relatório; ela não define a fundação.

Cada um assina a sua parte. Pela Lei nº 6.496/1977, a sondagem e o projeto de fundação são serviços de engenharia sujeitos à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no CREA do estado da obra. Um relatório de sondagem sem ART não tem responsável técnico perante o CREA.

Fator de segurança: global ou parciais, nunca os dois somados

A NBR 6122:2019 aceita dois caminhos para verificar a segurança da fundação. O projetista escolhe um deles para cada verificação.

  • Fator de segurança global (valores admissíveis). A carga de ruptura estimada é dividida por um único fator. Os mínimos usados com a NBR 6122 são 3 para fundação superficial e 2 para estacas e tubulões; com prova de carga, a norma permite rever esse fator. O resultado é comparado com a carga de serviço, sem majorar as ações.
  • Fatores parciais (valores de cálculo). As ações são majoradas pelos coeficientes da ABNT NBR 8681:2003 (Ações e segurança nas estruturas) e a resistência é dividida por um fator de minoração. O resultado é comparado com a solicitação de cálculo que sai do projeto estrutural.

O erro comum é misturar: majorar as ações e ainda dividir a resistência pelo fator global. Isso conta a segurança duas vezes e superdimensiona a fundação.

Para estacas calculadas por métodos semiempíricos a partir do SPT (Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma são os mais usados no Brasil), a NBR 6122 aplica fatores de correlação ξ. A resistência característica é a calculada dividida por ξ, e ξ cai conforme aumenta o número de perfis de ensaio na região representativa da obra. A norma ainda reduz ξ quando há ensaios complementares ao SPT. É aqui que o número de furos deixa de ser só exigência formal e passa a pesar na quantidade de estaca.

Prova de carga

A prova de carga é a forma direta de medir a resposta da fundação em vez de estimá-la pelos ensaios de campo. Dois procedimentos da ABNT cobrem a prova de carga estática:

  • ABNT NBR 16903:2020 — Solo — Prova de carga estática em fundação profunda (estacas e tubulões).
  • ABNT NBR 6489:2019 — Solo — Prova de carga estática em fundação direta (sapatas e placas).

A NBR 6122 diz quando a prova de carga é obrigatória, em função do tipo de estaca, da quantidade de estacas na obra e da carga de trabalho, e como o resultado permite revisar a segurança. A conferência dessa exigência é do projetista, na tabela da norma, para cada obra.

Como o boletim de sondagem alimenta o projeto

Cada informação do relatório da NBR 6484:2020 tem um destino no projeto de fundação. Quando uma delas falta, o projetista precisa supor, e a NBR 6122 cobra que a suposição seja coberta por segurança:

Dado do boletim (NBR 6484:2020)Uso no projeto (NBR 6122:2019)
NSPT a cada metroCapacidade de carga de estacas por métodos semiempíricos; tensão de sapata e radier por correlação ou método analítico
Descrição e classificação das camadasEscolha do tipo de fundação e do método executivo (estaca escavada, cravada, hélice contínua)
Nível d'águaCota de apoio de sapata, contenção de escavação, estaca escavada sem fluido estabilizante
Impenetrável e cota de paralisaçãoComprimento de estaca e necessidade de sondagem rotativa ou mista
Número de furos e locação em plantaFatores de correlação ξ e definição de regiões representativas
Cota da boca de cada furoPerfil geotécnico entre furos e cota de arrasamento das estacas

Para entender cada coluna do boletim, veja como ler o NSPT. Para o que a sondagem de solo entrega, o custo e a diferença entre os métodos, veja sondagem de solo. A execução pela NEV Geotecnia está em sondagem SPT: furos pela NBR 6484:2020, programação pela NBR 8036:1983 e relatório com ART, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Para orçar a sondagem do seu projeto, mande pelo WhatsApp (47) 99701-9119 a localização do terreno, a área de projeção e o número de pavimentos. Se o projetista já definiu o programa de furos, mande junto.

Perguntas frequentes

O que é a NBR 6122?

É a norma da ABNT de projeto e execução de fundações. A edição vigente é a ABNT NBR 6122:2019, com a Emenda 1:2022, por isso também aparece citada como NBR 6122:2022.

A NBR 6122 obriga a fazer sondagem?

Sim. Para qualquer edificação, a NBR 6122 exige investigação geotécnica preliminar com, no mínimo, sondagens a percussão com SPT executadas pela ABNT NBR 6484:2020. Sondagem a trado sozinha não atende.

Quantos furos de sondagem a NBR 6122 pede?

A quantidade e a locação dos furos vêm da ABNT NBR 8036:1983, pela área de projeção da edificação: no mínimo 2 furos até 200 m² e 3 entre 200 e 400 m². O projetista de fundações pode pedir mais quando o terreno varia.

Qual o fator de segurança da NBR 6122 para fundação?

No método de valores admissíveis, o fator de segurança global mínimo usado na prática é 3 para fundação superficial e 2 para estacas e tubulões, com revisão possível quando há prova de carga. No método de fatores parciais, as ações são majoradas e a resistência é minorada. O projetista usa um dos dois métodos, não os dois somados.

Quando a NBR 6122 pede sondagem rotativa ou CPTu?

Quando a investigação preliminar não responde ao projeto: SPT impenetrável antes da profundidade de interesse ou fundação apoiada em rocha (sondagem rotativa ou mista), e argila mole em que o N fica entre 0 e 2 (ensaio de cone com poropressão, CPTu, ou palheta).

Qual norma regula a prova de carga em estaca?

A prova de carga estática em fundação profunda segue a ABNT NBR 16903:2020; em fundação direta (sapata), a ABNT NBR 6489:2019. A NBR 6122 diz quando a prova de carga é exigida e como o resultado entra na segurança.

Quem é responsável por programar a investigação geotécnica?

O projetista de fundações define o programa, partindo do mínimo da NBR 8036:1983. A empresa de sondagem executa os furos pela NBR 6484:2020 e entrega o relatório com ART (Lei nº 6.496/1977). A sondagem não dimensiona a fundação.

Responsável técnico: Eng. Civil Alex Rafael Niepiçuy — CREA/SC 199031-9.
NEV Geotecnia — NEV Serviços de Engenharia Ltda. — CNPJ 60.936.736/0001-06 — Rua Carlos Rueckl, 681 — Sala 2 — Serra Alta — São Bento do Sul/SC — CEP 89291-105.
Página atualizada em 26/10/2026.

Fontes: ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações (Emenda 1:2022); ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio; ABNT NBR 8036:1983 — Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios; ABNT NBR 16903:2020 — Solo — Prova de carga estática em fundação profunda; ABNT NBR 6489:2019 — Solo — Prova de carga estática em fundação direta; ABNT NBR 8681:2003 — Ações e segurança nas estruturas; DNER-PRO 102/97 (DNIT); Lei nº 6.496/1977.