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Sondagem SPT da NEV Geotecnia em obra industrial
Resposta direta: O valor depende de quatro itens: mobilização até o terreno, número de furos (NBR 8036), metros perfurados (critérios da NBR 6484:2020) e condições do terreno. O relatório com ART entra em toda proposta.

"Quanto custa um furo de SPT?" é das perguntas mais feitas no Google sobre sondagem, e a resposta honesta é que o furo não tem preço fixo. Ele tem metros, e os metros só são conhecidos em campo. O que dá para explicar com precisão é o que forma o valor, e é isso que este texto faz.

Os quatro itens de qualquer proposta

Item O que define Referência
Mobilização Distância da base até o terreno, transporte do equipamento e da equipe Prática de mercado
Número de furos Área de projeção da edificação e variabilidade do terreno ABNT NBR 8036
Metros perfurados Profundidade de programa e critérios de paralisação em campo NBR 8036 e NBR 6484:2020
Relatório e ART Perfil de cada furo, nível d'água, locação e responsabilidade técnica NBR 6484:2020 e Lei 6.496/1977

Mobilização

É o custo de levar tripé, martelo, hastes, bomba d'água e equipe até a obra. Ele não muda com o número de furos, e por isso pesa mais em obra pequena e distante. Nas nossas propostas a mobilização vem separada, para que o cliente veja o que é deslocamento e o que é ensaio.

Número de furos

A NBR 8036 fixa o mínimo pela área de projeção em planta da edificação: 2 furos até 200 m², 3 entre 200 e 400 m², 1 a cada 200 m² até 1.200 m² e, entre 1.200 e 2.400 m², mais 1 a cada 400 m² excedentes. Explicamos a regra completa em quantos furos de sondagem a obra precisa.

O mínimo é o piso. Terreno com aterro, encosta ou camada mole de espessura variável pede mais furos, e isso aparece na proposta antes da campanha.

Metros perfurados

Cada furo vai até a profundidade que o projetista definir ou, sem essa definição, até os critérios de paralisação da NBR 6484:2020: N ≥ 25 em 10 m consecutivos, N ≥ 30 em 8 m ou N ≥ 35 em 6 m. Detalhamos em até que profundidade vai a sondagem SPT.

É aqui que o subsolo muda a conta. Em solo residual de gnaisse ou granito, o N cresce rápido e o furo para mais cedo. Em planície com argila mole, como em boa parte de Joinville e da Grande Florianópolis, o furo precisa atravessar a camada mole inteira e fica mais longo.

Condições do terreno

Prática de campo, não norma, mas que entra no planejamento:

  • Acesso: lote em encosta, sem acesso de veículo ou com vegetação densa exige mais tempo de montagem.
  • Nível d'água raso: o avanço por lavagem abaixo do nível d'água é mais lento.
  • Matacões e pedregulho: podem dar impenetrável antes da rocha contínua. Se a fundação depender desse topo, a confirmação é por sondagem rotativa, que é outro serviço e outra proposta.
  • Locação e cota: os furos precisam de posição em planta e cota da boca referida a uma RN. Se o terreno não tiver referência, isso entra no escopo.

O relatório faz parte do valor

A NBR 6484:2020 define o que o relatório deve trazer: perfil individual de cada furo com N por metro, descrição tátil-visual das amostras, nível d'água e locação. A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica, Lei 6.496/1977) formaliza quem responde pelo ensaio. Proposta que não cita relatório nem ART está cotando só o trabalho de campo.

Quando o valor muda depois da campanha

Uma proposta bem escrita prevê o que pode mudar e quanto custa cada mudança. Os casos mais comuns:

  • Metro excedente: o subsolo pede mais profundidade que a estimada, por exemplo camada mole mais espessa. A proposta deve trazer o preço do metro adicional.
  • Furo adicional: os primeiros furos mostram perfis muito diferentes entre si, e o projetista pede mais pontos para fechar a seção do terreno.
  • Confirmação com rotativa: o impenetrável apareceu na cota em que a fundação seria apoiada e é preciso saber se é rocha contínua ou matacão.

Nenhum desses itens é custo escondido. São decisões técnicas tomadas com o resultado do campo, e o cliente aprova cada uma antes da execução.

Como comparar propostas

Ao comparar orçamentos, confira se as propostas cotam a mesma coisa:

  1. Mesmo número de furos, com o mínimo da NBR 8036 atendido.
  2. Critério de profundidade escrito (programa do projetista ou paralisação pela NBR 6484:2020) e preço do metro excedente.
  3. Mobilização separada ou embutida.
  4. Relatório com perfis, nível d'água, locação, cota e ART.

Para receber uma proposta fechada da NEV Geotecnia, envie a localização do terreno, a área de projeção da obra e o número de pavimentos pela página da sua cidade, como São Bento do Sul, ou pela página do serviço de sondagem SPT. Se a prefeitura também pediu laudo, veja o que costuma ser exigido em laudo geotécnico.

Perguntas frequentes

Por que a NEV não publica preço por furo?

Porque o furo não tem tamanho fixo. A profundidade só é conhecida em campo, pelos critérios de paralisação da NBR 6484:2020, e a mobilização muda com a distância. Uma proposta fechada, montada com a localização e a área da obra, evita surpresa no final.

Dá para economizar fazendo menos furos?

Abaixo do mínimo da NBR 8036 não: 2 furos até 200 m² de projeção, 3 entre 200 e 400 m². Um programa abaixo do mínimo não serve de base para o projeto de fundação e costuma custar mais adiante, em fundação superdimensionada ou em nova campanha.

Juntar sondagem de dois terrenos próximos reduz o custo?

Pode reduzir a mobilização, que é dividida entre as obras. Os furos e os metros continuam sendo os de cada terreno.

Autor e responsável técnico: Eng. Civil Alex Rafael Niepiçuy — CREA/SC 199031-9.
NEV Geotecnia — NEV Serviços de Engenharia Ltda. — CNPJ 60.936.736/0001-06 — Rua Carlos Rueckl, 681 — Sala 2 — Serra Alta — São Bento do Sul/SC — CEP 89291-105.
Publicado em 5 de outubro de 2026.